Projeto III | Brotas/Dourado por terra

por Junião

estrada

Em meados de 1997 eu, Junião – O Imbecil Mestre -, e Billy Cabeludo – não menos imbecil, conversávamos no antigo e antológico Bar do Escadinha, point Mamíferos. Era uma linda tarde de sexta e queríamos algo radical para fazer na noite que aproximava-se. De repente, veio-me em mente uma luz: “vamos para Dourado”, disse animado. “Mas nós vamos pra lá quase toda semana, isso não é radicalismo”, respondeu o aprendiz de tonto. “Vamos já, mas dessa vez deixaremos as motos em casa e iremos a pé”, completei eufórico. O pior é que o inocente palhaço aceitou.

Pouco tempo depois, por volta das oito da noite, estávamos partindo diante de inconformados olhares dos vários amigos ali presentes e em meio a proféticas frases: “isso não vai dar certo!” Mochilas mal arrumadas nas costas, calçados pouco apropriados, cajados improvisados nas mãos e lá fomos nós – munidos com litros de Catuaba ao invés de água. Foi pedir para se fud…

Antes de passarmos pelos Machados, com as luzes de Araraquara ainda nos lombos, tomamos um puta fecha de vários cachorros, sem contar que os pés já davam sinais de sofrimento. Ali mesmo, somente no início e há míseros quilômetros caminhados, vi que nos ferraríamos. Dispensamos a carona de um amigo que tentou nos convencer a desistir e seguimos firmes. Dali em diante foi acontecendo de tudo junto aos passos.

Mais cachorros querendo nos mastigar em todas as porteiras possíveis, escuridão brava pois não tínhamos lanternas, tropeços em todas as pedras existentes e torções nos pés pela falta de visão, sede de jegue do Piauí e língua colada no céu da boca pela falta de água, insetos nos olhos, caminhões de cana que passavam raspando por não nos ver no breu, terra e pedregulhos nas caras e nas costas jogadas pelos “Romeu e Julieta” e demais sofrimentos dignos de filme sobre a guerra do Vietnã. Nem Rambo e Bradock suportariam tais provações de hombridade.

Perto das três da manhã conseguimos chegar ao Rio Jacaré, já meio de arrasto e com só um quarto da missão cumprida. Havíamos calculado mal a velocidade do caminhar, o tempo a ser gasto e, principalmente, nossa forma física. A estrada engana muito e a pé o destino simplesmente “não chega nunca”. E o martírio continuou…

Bebemos água do rio para não morrer de sede ali mesmo e improvisamos camas com imundas caixas de papelão (restos de andarilhos) para dormir numa clareira da mata ribeirinha. Nessa altura a brincadeira já não tinha mais graça. Quando clareou o frio era insuportável e as dores no corpo mais fortes em virtude da friagem. Dores e um horrível café da manhã: miojo feito numa panelinha lazarenta com água suja do Jacaré, duas carambolas, um chokito e mais uns goles na Catuaba companheira. Já vi hotéis pulguentos com cardápio melhor, mas era o que tínhamos na mochila arrumada nas coxas. Eu disse umas palavras de ânimo para o Cabeludo e continuamos, já cambaleantes. Daquele ponto seria mais fácil chegar a Guarapiranga do que voltar para Araraquara. De lá ligaríamos para pedir “resgate da missão”. Eu odeio celular mais que tudo, porém os malditos fazem mesmo falta em certos casos clássicos.

Poucos lentíssimos passos após o rio e arrumamos briga com uns Ingleses numa super camionete importada. Nem sei de onde surgiram os gringos em meio ao nevoeiro matinal, mas se interessaram pela bandeira do Reino Unido nas costas do Billy. Não deram carona após verem que não éramos Britânicos, e sim “pés de macaco”; nisso eu investi nos caras com meu cajado. Acho que já havia perdido a lucidez…

Eles nos abandonaram, mas pouco depois passou um trator puxando uma carroça lotada de lavagem para porco e o simpático sitiante ofereceu ajuda, só que não deu para encarar. Vomitamos em conjunto pela nojeira geral, agradecemos e continuamos andando.

Nesse estágio da situação o “astro rei” também já judiava sem dó. Sol forte na nuca, falta de água e desidratação, fome, nenhum sinal de casa próxima, só cana nova dos dois lados, pés com bolhas, assaduras, cãibras, uma estrada de terra repleta de pedras soltas que sumia no horizonte trêmulo e falta de opções. O próprio purgatório…

Começamos deitar para descansar praticamente a cada dez metros, com medo “de verdade” de olhar um para o outro e já ver urubus bicando as bolas dos olhos. De repente mais um imenso “triminhão” canavieiro passou por nós em sentido contrário. O cara avistou a cena dos nossos solitários semi-cadáveres jogados na terra a espera somente da morte, deu ré no bruto e gritou: “e aí, Junião camarada, tudo beleza?” “Tenho uma caixa de isopor lotada de Skol gelada aqui comigo, aceitam umas?” Eu não conseguia acreditar no acontecimento…

Fui até a boléia e era mesmo verdade. Expliquei ao cara a imbecilidade que fazíamos, tomei e dei água geladinha para o Bilunga Zumbi do Sertão e, lógico, peguei uma latas para nos animar. Ele não nos levou pois seguiria outro rumo. Eu o cumprimentei, abençoei de coração e o vi sumir na poeira. Fato: até hoje eu não tenho a menor idéia de quem se trata, mesmo o cara sabendo meu nome. Só sei que esse amigo nos deu o combustível mais que necessário para prosseguir os quilômetros restantes sem falecer. Às vezes Anjos da Guarda se mostram de várias formas. O meu particular, como viram, é caminhoneiro e trabalha em usina nas horas de folga…

A visão da cidadezinha surgindo na paisagem foi, naquela situação, tão maravilhosa quanto assistir a um strip particular de qualquer Panicat… Por volta de meio dia do sábado chegamos literalmente de arrasto até o primeiro bar avistado. Nossa aparição assustou os pingaiadas de plantão no lugar: sujos, trêmulos, rostos vermelhos, descabelados, corcundas, mancando, com olhares de piedade, pés com bolhas em cima de calos e demais atributos de “sobreviventes”. Comemos desesperadamente pães com mortadela e desmaiamos na calçada, entre as mesas do estabelecimento. Eu cheguei até a sonhar com vida num plano superior.

Quando voltamos do “coma momentâneo”, contamos a história aos interessados ali próximos. Um filho da puta disse que havia nos visto sob o sol escaldante, só não oferecera ajuda por achar que fôssemos escoteiros. Eu tive vontade de partir para cima do corno para arrancar-lhe os olhos, mas faltaria força.

Após essa pequena recuperação de carcaça, eu, de joelhos pelas pernas bambas, liguei de um orelhão no próprio bar solicitando ajuda. Os lazarentos da turma que foram em auxílio nos humilharam exigindo, antes, que eu gritasse ao fone: “somos idiotas, somos idiotas, perdão por sermos tão idiotas!” O bar todo caiu em gargalhadas ao ouvir minha humilhante e lacrimejante súplica.

Depois de tal calvário repleto de detalhes eu jurei a mim mesmo que jamais me meteria novamente em tamanha estupidez. Jurei, porém dez anos depois repetimos a mesma palhaçada – fora outros absurdos iguais ou piores cometidos nesse extenso período. Fomos em sete pessoas na segunda aventura. “Sete”…

Só que essa mais recente, onde novos palhaços igualmente se estreparam com tantos e tão estúpidos detalhes quanto a primeira, eu prefiro que seja contada pelo meu grande irmão Tiago Ganso, também participante. Em 1997 não registramos os sofridos passos, em compensação a parte II conta com fotos aos montes. Divirtam-se e opinem “com sinceridade” quando forem postadas.

O melhor, ou pior se preferirem, é que o PROJETO III já está marcado para dia 30 de Março – coincidentemente no dia seguinte ao meu aniversário, um belo presente. Dessa vez sairemos de Brotas a noite rumo a Dourado. São aproximadamente 30 quilômetros de terra batida, belas paisagens e, logicamente, muito fumo. A gente nunca desiste. Não sei em quantos loucos iremos agora, só quero que todos os interessados saibam: “a vida é uma arriscada aventura ou não é nada, pois todo esse sofrimento aí contado é hoje lembrado entre cervejas e gargalhadas abundantes”… Abraços. Junião.

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O Jardim das Lendas – Se beber não dirija!

por Junião

bebado

“Se beber não dirija”… Eu já ouvi e li essa frase em centenas de lugares. Aliás, às vezes com vírgula e em outras não, mas isso não importa; o importante é que o contexto é inteligente e de necessário bom senso. Todo bêbado só faz porcaria e ponto final. Ninguém encharcado fica bom em nada. O cabra safado ou a cabra safada pode até pensar estar com o domínio da situação, seja ela qual for, mas, na verdade, o cérebro véio de guerra está mais perdido e com rumo indefinido que verba pública. Enaltecerei agora, amigos e amigas, tal realidade com clássicos exemplos provindos de vários moradores “rabos cheios” do famoso Martinez. Se beber não dirija, mas também não tente mais nada além de somente dormir…

João da Lambreta era um ser que jamais fora devidamente catalogado pela ciência. Ele tinha esse codinome pois na época, ainda muito jovem e com minguados recursos, havia “contraído” um horroroso veículo de duas rodas o qual somente ele mesmo chamava de lambreta. A “coisa”, além de desgraçar o meio ambiente com fumaça abundante e fartos vazamentos de óleo, distribuía também tétano gratuitamente para a população. Certo dia o magricelo João tomou vinte e duas doses de Velho Barreiro, ficou sem camisa para (inutilmente) se parecer mais sexy e foi fazer graça para algumas pitetes na hora da saída de uma escola próxima ao bairro. Porém, inexplicavelmente o tonto perdeu o controle do bólido, rolou e esfregou-se todo no chão do perímetro escolar. Com tal violento capote o mamilo esquerdo desapareceu por completo. Em resumo: a teta do idiota gastou-se por inteira no asfalto. Certo tempo e muitos litros de mertiolate depois, um “bico” novo surgiu no local do antigo. Na verdade não um bico propriamente dito, mas sim um carocinho horrível e sem forma definida, bem pior que o original de fábrica – que já era indescritivelmente feio. Ele conseguiu arruinar ainda mais o que pior já era. João da Lambreta deveria ou não ter ido dormir, a pé, naquele dia?

Luiz Bigode, o eletricista psicopata, certa noite num pesqueiro bebeu, bebeu, bebeu, bebeu, bebeu, bebeu, comeu um puta prato de feijoada gorda e desmaiou logo em seguida. Claro que o pobre corpo, constantemente surrado pelo dono, não suportou tal sobrecarga de responsabilidade digestiva. Tanto que o bichão acordou logo em seguida esguichando vômito pra todo lado. Desculpem a nojenta sinceridade, mas o bigode do camarada transformou-se num coxo de chiqueiro por todo o alimento regurgitado que nele se acumulou. O problema é que o imbecil se esqueceu que havia comido antes de apagar, por tal ao ver umas lascas de orelha de porco – parte dos ingredientes – nas “poças” ao seu redor, começou a gritar, implorar perdão divino e chorar séria e desesperadamente. O louco achou, de verdade, que fosse seu fígado despedaçando-se, sendo cuspido aos poucos e indo literalmente ralo abaixo. Os emocionados amigos de pescaria abraçaram carinhosamente o apavorado e deram-lhe mais uns goles para comemorar a bobeada. Acalmaram a situação dizendo que ainda não eram seus órgãos vitais abandonando os postos de batalha. “Ainda não eram”…

Gil era um paraibano arretado, encardido e, apesar da pequena estatura, puxador contumaz de brigas generalizadas. Ele, assim como seus companheiros acima já descritos, fazia uso diário e feliz de combustível a base de cana-de-açúcar – pinga. Em termos de permanência no bar o cara só perdia para os próprios litros nas prateleiras do estabelecimento. Certa vez o avisaram que sua mãe havia sido internada as pressas e em situação nada boa. O oriundo do norte tomou mais umas e foi até o hospital verificar a situação. Pouco tempo depois voltou ao buteco todo machucado, rasgado e com os dois olhos roxos. Gil contou aos atônitos companheiros que havia “lutado” na recepção com dois enfermeiros e três seguranças gigantes, pois o que haviam feito com sua mãezinha era imperdoável. Disse ele que, logo ao chegar para o atendimento, haviam obrigado a véia “comer vidro”… Diante dessa frase ele partiu cheio de razão e sem titubear para cima de todos com a fúria de um jegue possuído pelo capeta. Apesar da rede pública de saúde ser uma eterna tragédia épica, ninguém jamais ouvira falar de procedimento tão animalesco e absurdo. Entretanto, após tudo mais bem apurado, descobriu-se que, na verdade, o Paraíba havia tomado um puta cacete de uma só atendente – moça – e que a intervenção médica havia sido “coma induzido”, e não comer vidro… Bêbado perde realmente todos os sentidos, inclusive a audição. O pior é apanhar mais que gato ladrão de bife por tal mal entendido. O pior é voltar pra casa puro sangue e com a cara toda amassada apenas para obter uma informação hospitalar.

Bem antes da tecnologia automobilística chegar até nós, o velho Saturno já era “total flex” – aguardente, fogo paulista, conhaque, vinho, rabo de galo e demais. Ele não “falhava” com nada. Sim, o cara se chamava Saturno, mas era também conhecido por Debochado. Em frente ao bar onde ele praticamente morava existia um terreno baldio, e eis que, certo belo dia, o gênio teve a igualmente bela ideia de cultivar uma horta no local para ocupar o tempo entre um gole e outro. Procurou então o dono e sob permissão tocou o projeto adiante. Alguns meses depois a coisa estava linda e bem diversificada. Daí em diante ele passou a ficar ainda mais no buteco para atender suas freguesas. Até que uma manhã surgiu a primeira e pediu uma maço de salsinha. O velho Debochado, trançando as pernas e cercando frango, colheu o pedido e embrulhou tudo carinhosamente num jornal imundo. Pouco depois sua cliente voltou e tacou tudo na cara do emergente comerciante de hortaliças. Ele, desvirtuado, havia apanhado folhas de cenoura, e não a salsa solicitada… Folhas de cenoura não servem para nada, muito menos para temperar algo – a menos que seja um restaurante só para coelhos. O pior é que, além de perder a cliente, perdeu também as referências para saber onde estavam as próprias cenouras, pois os talinhos verdes são os guias e apoios para arrancá-las do solo. Sumiu tudo terra adentro; perdeu tudo. O resto as pragas e pestes comeram por descuido total derivado de cotovelos no balcão.

Meu pai um dia, em especial estado de putrefação alcoólica de neurônios, foi mostrar um revólver que possuía a um pedreiro que trabalhava na reforma de casa e a arma disparou. A bala ricocheteou por todos os lados do cômodo onde estavam e acertou de raspão o servente. Os dois trabalhadores foram embora na hora, não quiseram nem mesmo receber o dia de serviço. A história se propagou e minha mãe custou a encontrar outros profissionais para a continuidade da obra do perigoso cachaceiro terrorista.

O antológico Senhor Faria, finado pai do meu igualmente antológico cunhado Alexandre, certa noite voltou para casa “daquele jeito”, ficou de cueca como sempre, esparramou-se no sofá, mudou a TV de canal e, de repente viu que tinha visitas. Abraçou todos carinhosamente e gritou para a mulher abrir um vinho para celebrarem. A mulher não atendeu tal pedido pois não estava no local. O louco havia se confundido e entrado na residência do vizinho, por isso as “estranhas” presenças deles ali…

Tetas gastas no asfalto, fígados supostamente cuspidos aos pedaços, pancadarias desnecessárias em recepções hospitalares, clientes perdidas e cenouras desaparecidas para sempre, tiros em pedreiros e lares inusitadamente invadidos… Apesar de existirem muitos outros estúpidos exemplos no Martinez a serem relatados, acho que esses já são suficientes para enaltecer classicamente que bêbados não devem fazer nada além de buscar um silencioso canto para desmaiar. Assim não ferram a si mesmos e, principalmente, não enchem o saco dos pobres inocentes aos seus redores. Abraços, galera.

Até breve, Junião

PS. Estou ficando “chique”… Esse foi o primeiro texto escrito, sem dar trabalho aos outros, no meu notebook particular. Agradeço a Flávia pelo presente e por lenta e pacientemente estar me tirando das cavernas.

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O que há por dentro? – Charles M. Schulz

por André Modesto

charlesSchulzJá faz um bom tempo que não escrevo, mas em meu último post perguntaram-me se eu estava apaixonado por alguma garota ruiva… Na verdade não, era uma homenagem a Charles M. Schulz, o criador dos quadrinhos do Charlie Brown e toda sua turma. A referência, é claro, é a garotinha ruiva pela qual Charlie Brown é apaixonado.

Pode-se dizer que “os desenhos do Snoopy” como costumava falar na infância eram uma ótima companhia, e continuariam sendo, já que, sob um olhar mais atento ele despertará a curiosidade não apenas das crianças, mas também de pessoas sensíveis de todas as idades.

As personagens e as relações são construídas de maneira engenhosa, de modo que transitam entre um universo “adulto” e outro completamente infantil. Há, por exemplo, a esperta e interesseira Lucy, bem como seu irmão que filosofa sobre temas complexos agarrado ao seu cobertor. Schroeder persegue firmemente o seu ideal musical, às vezes até tornando-se alheio ao mundo que o cerca. Por fim, o próprio Charlie Brown, que não busca ser o garoto mais popular ou mesmo algum tipo de herói, busca apenas aceitação e seu lugar em meio a outras crianças. Então, desenvolve-se um cenário onde problemas infantis, como ser bom no beisebol ou em empinar pipas, tornam-se cada vez mais pesados sob o signo do fracasso.

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As personagens, em especial o próprio Charlie Brown, ganham uma perspectiva interna: há um mundo rico e complexo dentro de cada criança, algo que Schulz não se esqueceu. Suas personagens não vivem meramente uma infância feliz e alienada, elas são conscientes de que algo se passa lá fora e vez ou outra trazem isso à tona, inclusive em suas questões morais e éticas. Mas é seu mundo interno que é mais manifesto e não é um mundo exclusivo de alegrias e brincadeiras. O fracasso de Charlie Brown também lhe é deprimente, o que o leva às onerosas consultas com a psicóloga da turma, Lucy, que o critica e lhe expõe ainda mais seus defeitos, sua inabilidade nos jogos, seu jeito desengonçado, sua tendência a engordar…

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Entretanto, em meio aos desconfortos e fracassos, Schulz trás a tona um pensamento positivo: o mundo não acaba quando se perde alguma coisa! Ele continua lá, movimentando-se, o sol brilha, as outras pessoas continuam com suas vidas normalmente… Por outro lado, dentre suas personagens todas são mais ou menos desajustadas e/ou com algum sofrimento latente, alguma perda ou paixão não correspondida… Então por que se deixar abater?

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Schulz morreu em 12 de fevereiro de 2000 e é de se pensar se esses pensamentos positivos, ou mostras de resistência, como a frase acima citada de Charlie Brown, não fossem um modo de o autor falar para si mesmo que o mundo não acaba diante de qualquer fracasso e que há aceitação até para os mais desajeitados. Bom, se Schulz não fazia isso, eu faço.

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Texto também publicado no blog Ideias Modestas.

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A gente se vê…

anoNovo

Bom pessoal, vocês devem ter percebido que nós demos uma sumida, certo? Dezembro é complicado, muito trabalho e muita festa também, por isso, vamos fazer uma coisa, a gente se vê no ano que vem, certo?

Obrigado a todos os nossos leitores fiéis e esporádicos, espero que todos tenham um excelente Natal e um Ano Novo cheio de realizações.

Um grande abraço a todos,

Tiago Pereira e equipe Papos&Goles

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Enquanto isso em A Vida da Gente…

Ana

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DC Shoes | Ken Block’s Gymkhana Four

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Mais uma vez a DC Shoes em parceria com Ken Block criou essa mega superprodução. E você aí achando que sabe dirigir, pega essa então!

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Hospital Israelita Albert Einstein

Muito legal essa ação do Hospital Israelita Albert Einstein onde bolsas de sangue pode ser compradas em qualquer loja de conveniência. Seria muito bom se fosse assim!

Via.

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Denis Zilber Art

Descobri, por um acaso, algumas ilustrações de Denis Zilber perdidas em uma pasta cheias de imagens aqui na empresa. Fui procurar mais sobre ele e descobri o seu site. Pra quem gosta de boas ilustrações, não pode deixar de visitar. Abaixo um pequeno aperitivo.

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Mamíferos Moto Clube – A História Real – Parte Final e Agradecimentos

por Junião

Foram tantas as histórias absurdamente engraçadas nesses quase oito anos rodando e fazendo festa por todos os lados, que seria impossível relembrar todas e tudo. Vou começar a listar e tentar escrevê-las futuramente, como já disse. Assim como é impossível também agradecer devidamente cada um e cada uma que mencionou com orgulho e carregou o nome Mamíferos no peito, nas costas, nas motos, nos carros plotados e no… coração.

As histórias do Jardim Martinez, as “nossas” histórias, há muitos anos já falam por si mesmas. Entretanto nesse especial período relativo ao Moto Clube, os vínculos foram ainda mais emocionantes, pois inúmeras novas pessoas mais distantes foram envolvidas. Jamais nossas portas haviam estado tão escancaradas para o mundo e para tão distantes horizontes.

Nesse período relacionamentos afetivos generalizados entre nós se iniciaram e terminaram. Namoros começaram e acabaram. Casamentos se consolidaram e outros naufragaram no mar dos enganos e ilusões. Entretanto, cada uma dessas pessoas teve sua imprescindível participação e marcante estada no seu devido momento. Cada uma foi “amada” de formas particulares pela galera e a recíproca sempre existiu. Nesse delicioso período amigos e amigas distantes reaproximaram-se. Alguns outros e outras se afastaram por seus próprios motivos para retornar posteriormente e assim por diante. Nesse período também um dos nossos, o irmãozinho de infância Elton “Ralado”, partiu na frente para um plano superior. Certamente está nesse lugar à espera de todos nós, com a churrasqueira já acesa, a cerva no gelo e o rock no último…

Churrasqueiras acesas e cervejas no gelo… quantas e quantas foram por aí. Por tal e por tanta felicidade agradeço inicialmente aos meus também “irmãos” Billy Cabeludo, Luiz Fabiano “Dheyz” e Dr. Arnaldo “Rapozão” pelo determinante embalo a ideia básica e pelo invariável acelerante empenho. Agradeço ao eterno camarada Nizão e sua insubstituível companheira Valéria “Carrapatinho”, entre outras, pelas portas do sítio sempre abertas para cada carnaval – tantos e um mais alucinante que o outro. Agradeço a Claudio “Caco” e sua amada “Gralha” Clélia pelas risadas – sobre ela – juntos. Joãozinho Juninho e Carlos Henrique “Caê”, os dois palhaços que animavam até velórios. Agradeço de coração ao Ricardo “Talco”, entre tantas, pelo som do seu antológico Gol preto invariavelmente fritando sem dó nos eventos.

Agradecimentos especiais ao irônico parceiro Gustavo “Lua”, ao Alexandre “O Grande” e Marina – a primeira mulher a viajar conosco pilotando sua própria moto – e ao Ronaldo “Didi”, igualmente entre tantas, pela sua Ford Ranger verde constantemente sendo pisoteada sem frescuras nas baladas. Agradeço aos patetas João “do vidro” e Marcelo “Górdon” Galícia, pelas aparições sempre clássicas. André “Digão”, o grande amigo Marcinho “das cordas”, Lemão Ayslan, Ricardo “Spada”, Marco Galícia e Barbosinha também jamais serão esquecidos por todos nós. Assim como Flávia, Érica “Baby”, Paola e Paulinha, as “meninas do bairro”, por suas constantes participações diretas nas farras e, principalmente, nas campanhas sociais. E por falar em “meninas”, impossível não citar as espaventadas Xandoca, Patrícia “Vita Derm”e a famosa “Tia Lú” de São Paulo, que tanto nos alegraram com suas festivas presenças. Márcia, Cristiane, Naiara, Suelen, Ligia, Lois, a animada Carla – que nessa época de ouro se tornou mãe da minha maravilhosa filhota Moara – e “Tchuca” – igualmente com a maternidade do Vince – também sempre colaboraram com animação total todos os ambientes por onde tanto nos acompanharam.

Em meio a toda essa deliciosa “zona” de vários anos, meus inesquecíveis camaradas Silvio “Binga”, Marcelo “Locerma”, Quinhão, Joso “John Igor” e minha querida Rosana foram, voltaram, foram, voltaram e assim por diante. Porém, não há distância que separe amigos de verdade, por isso nunca “foram verdadeiramente”. E por falar em amigos, as portas escancaradas já mencionadas aproximaram e permitiram a entrada de vários outros igualmente especiais. Jaime, que em muito colaborou no início e depois seguiu seus próprios rumos com nosso total apoio, Sombra, que fez seus primeiros “riscos no asfalto” no nosso point, Nandão e Tati, Borgui, Gu, Ci, Sapão, Peixe, Brecha, Carioca, Douglas “Xexéu”, Lu Monarca, Rochinha, Cazão e tantos outros músicos de bandas que se tornaram constantes parceiras de gandaia – Zaratrusta, Arquivo do Rock, Outrora, Botox e etc. Aliás, essas tais portas jamais se fecharam e continuaram a permitir novas marcantes entradas. O grande Haroldo, Ranho, Lu, Lucio – que posteriormente foi também dono do bar – e Renata, Jorge “Roadie”, Flavio “Ortopédico”, Cindy, Márcio “Patrão”, Juliana, Bezerra, Eriquinha e demais “ciganas”, Biba, Dri, Sandra, Poliana, Nelson e outros da “nova geração” são exemplos disso. O famoso Martinez sempre foi e sempre será literalmente um “coração de mãe”, como dizem. Como dizem com razão nesse caso.

Logicamente muitos outros nomes deveriam constar aqui, por isso eu disse que é impossível agradecer devidamente cada um e cada uma que carregou consigo, de alguma forma e com orgulho, a “lenda Mamíferos” por onde andou. Diante disso peço sincero perdão a tais pessoas. Vocês não foram esquecidos, pois a felicidade vivida jamais é esquecida. Que digam os nossos mentores da geração acima, que também acompanharam de perto e muito participaram da festa total que foi aquele maravilhoso período. Ceribelli, finado Waine, João Monachini, Turkão, Zezão, Manolo, Betão, Luizir, Moreira, Ivan e Jane, Juninho “Telespinho” e demais malucos que sempre foram crianças de alma. Por fim agradeço ao meu companheiro de sonhos Tiago “Ganso”, por ter criado esse belo Blog onde aqui está agora tudo registrado para ser conhecido ou recordado por quem quiser, principalmente os antigos participantes diretos que desejarem enfrentar suas próprias lágrimas…

“As lembranças de tudo que vivemos juntos são os maiores e mais valiosos presentes que nos demos, uns aos outros, durante nossas vidas”. Eu mesmo escrevi isso num antigo texto, mas acho que essa frase se encaixa bem melhor para essa história contada em quatro partes. A “nossa” real história de um passado ainda não tão distante, mas muito marcante. Que os novos integrantes, hoje com suas devidas importâncias, consigam continuar esse conto com real amor e empenho. Que consigam num breve futuro agregar mais e mais boas lembranças a esse passado repleto de inesquecíveis bons momentos. Lembrem-se sempre que o belo Brasão que vocês carregam é bem mais que o simples emaranhado de linhas coloridas, nele há peso, nele há um pedaço de cada um de nós. Fortes abraços a todos e a todas. JUNIÃO.

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Xbox | Efeito Kinect

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Pra quem não conhece, o Kinect é o detector de movimento do Xbox, o vídeo-game da Microsoft. Como ele você consegue jogar determinados jogos sem nenhum tipo de controle, apenas com o movimento do seu corpo. Agora, se ele faz isso hoje para esses jogos, o que será que podemos esperar no futuro? É bem isso o que esse comercial mostra. Dá play aí!

Via.

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